Por: Nathan Marcelino.
Em um jogo modorrento, a seleção brasileira empata — com um gol do Rayan no último lance — com a Austrália por 1 a 1.
A partida foi fraca e a ressaca pós Copa do Mundo segue rondando a amarelinha. O jogo, que aconteceu em Queensland, foi marcado pela estreia de Raphinha, sempre tão questionado com a camisa da seleção, usando a número 10 após a aposentadoria de Neymar, simbolizando o primeiro ciclo sem a famosa “neydependência”.
Sem brilho, sem sal, sem gosto. Qual a graça de ver a seleção jogar? É chato. O técnico Ancelotti terá um trabalho Hercúleo para convencer alguém de que o Raphinha do Barcelona e o Vinícius Júnior podem ser os mesmos na seleção. Segue faltando brio no time do técnico italiano.
Posso estar pegando muito pesado para um primeiro amistoso pós Copa do Mundo, mas depois da pior campanha da Seleção em mundiais desde 1990, não tem nada que me convença a ter paciência. Não há mais tolerância com esse futebol burocrático praticado pelo time de Ancelotti.
É preciso destacar que jogar toda a culpa no treinador seria leviano da minha parte. Depois do último ciclo de copa nojento, para dizer o mínimo, protagonizado pela CBF, é difícil pedir um futebol encantador da seleção, principalmente em um time que possui muitos talentos mas nenhum craque. O ponto é que algo melhor já deveria ter sido feito. Até o momento, o trabalho é medíocre e pouco animador.
A seleção cansa, não empolga, dá sono. Temos uma geração honesta, nada brilhante, e um time que não dá nenhum indício de empolgar. A pergunta que fica neste momento tão sombrio é: existe alguma oásis nesse deserto de ideias do trabalho do Carlo Ancelotti? Eu espero que sim.