O trânsito na Avenida Presidente Itamar Franco, em Juiz de Fora, foi liberado na tarde desta quarta-feira (7), após a conclusão das demolições de imóveis localizados em uma área de risco no Bairro Dom Bosco.
Com a finalização dos trabalhos, o trecho entre a Rua Vicente Beghelli e o Pórtico Sul da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) voltou a operar normalmente nos dois sentidos.
A interdição havia sido adotada para permitir a realização das demolições com segurança e evitar a circulação de veículos pela área durante a execução do serviço.
Segundo a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), não há mais necessidade de manter o isolamento da pista no sentido de subida da avenida.
Após a retirada das estruturas, equipes trabalham na limpeza da área. A liberação do trânsito ocorre enquanto os serviços de organização e remoção dos materiais deixados pelas demolições continuam no local.
Avenida Itamar Franco tem trânsito liberado após conclusão de demolições no Dom Bosco
O trânsito na Avenida Presidente Itamar Franco, em Juiz de Fora, foi liberado na tarde desta quarta-feira (7), após a conclusão das demolições de imóveis localizados em uma área de risco no Bairro Dom Bosco.
Com a finalização dos trabalhos, o trecho entre a Rua Vicente Beghelli e o Pórtico Sul da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) voltou a operar normalmente nos dois sentidos.
A interdição havia sido adotada para permitir a realização das demolições com segurança e evitar a circulação de veículos pela área durante a execução do serviço.
Segundo a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), não há mais necessidade de manter o isolamento da pista no sentido de subida da avenida.
Após a retirada das estruturas, equipes trabalham na limpeza da área. A liberação do trânsito ocorre enquanto os serviços de organização e remoção dos materiais deixados pelas demolições continuam no local.
Chuvas de fevereiro: veja quais áreas de Juiz de Fora já tiveram imóveis demolidos e onde novas demolições estão previstas
Cerca de 450 imóveis devem ser demolidos em diferentes regiões da cidade após serem considerados destruídos ou sem condições de retorno seguro para moradia; intervenções já ocorreram em bairros como São Bernardo, Monte Castelo e Cruzeiro do Sul
As fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora em fevereiro de 2026 continuam provocando mudanças no mapa urbano da cidade. Meses depois da tragédia, imóveis destruídos ou classificados pela Defesa Civil como sem condições de retorno seguro para moradia estão sendo demolidos, enquanto outras áreas ainda aguardam intervenções.
Segundo a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), aproximadamente 450 imóveis deverão ser demolidos em diferentes regiões do município. A maior concentração está nos bairros Três Moinhos e Esplanada. O critério utilizado pelo Município considera principalmente o risco que as construções oferecem para moradores e para as vias públicas.
As demolições fazem parte do processo de reconstrução após o desastre que deixou 66 mortos em Juiz de Fora e mais de 2,2 mil casas comprovadamente destruídas.
São Bernardo: 22 casas começaram a ser derrubadas
Uma das primeiras grandes intervenções ocorreu na Rua Maranhão, no Bairro São Bernardo, onde 22 residências distribuídas em oito lotes foram condenadas pela Defesa Civil.
Os trabalhos começaram em 21 de agosto. Os imóveis haviam sido classificados como destruídos ou definitivamente interditados, sem condições de retorno seguro para os moradores.
A Prefeitura informou que as famílias foram comunicadas e tiveram prazo para retirar objetos e pertences das casas. Os moradores que atendem aos critérios estabelecidos pelo Governo Federal foram encaminhados para o programa Minha Casa, Minha Vida – Compra Assistida.
A intervenção também teve como objetivo impedir que imóveis considerados inseguros voltassem a ser ocupados.
Dom Bosco: 16 imóveis são demolidos nesta semana
A intervenção mais recente começou em 6 de outubro, no Bairro Dom Bosco, na Zona Sul.
Ao todo, 16 imóveis da Rua Kátia Falconi estão sendo demolidos. As casas foram atingidas por um grande escorregamento de terra ocorrido durante as chuvas de fevereiro. O movimento de solo deixou estruturas das residências expostas e criou risco de queda em direção à Avenida Presidente Itamar Franco.
Por causa da proximidade com a avenida e da necessidade de utilização de equipamento de longo alcance, a operação exige cuidados especiais. Os trabalhos estão previstos para ocorrer das 8h30 às 17h durante esta semana.
Dom Bosco já tinha dezenas de imóveis evacuados
O caso do Dom Bosco é maior do que a área que está sendo demolida agora. Em abril, a Prefeitura contabilizava 142 imóveis evacuados ou interditados no bairro, depois dos impactos provocados pelas chuvas.
Isso não significa, porém, que todos esses imóveis serão demolidos. A situação de cada construção depende de avaliação técnica individual da Defesa Civil.
Monte Castelo e Cruzeiro do Sul
Além de São Bernardo, a Prefeitura já realizou demolições em Monte Castelo e Cruzeiro do Sul, segundo informações divulgadas durante a atual etapa de intervenções.
Essas áreas integram o conjunto de regiões atingidas pelos deslizamentos e demais consequências das chuvas de fevereiro.
Esplanada terá uma das maiores intervenções
O Bairro Esplanada está entre os locais que deverão concentrar um grande número de demolições.
A expectativa divulgada pela Prefeitura é de que cerca de 90 casas sejam demolidas na região, incluindo estruturas relacionadas ao macromural artístico existente no bairro.
O Esplanada também aparece entre as áreas que receberam atenção especial nos projetos de reconstrução após o desastre.
Três Moinhos: uma das áreas mais afetadas
O Bairro Três Moinhos, na Zona Leste, está entre os locais que deverão passar por uma das maiores transformações após as chuvas.
A região sofreu com deslizamentos, desmoronamentos e interdições. Moradores chegaram a realizar manifestações cobrando esclarecimentos sobre o futuro das residências e garantias de que as famílias não ficariam sem moradia.
Em agosto, a prefeita Margarida Salomão informou que a maior concentração das cerca de 450 demolições previstas estaria justamente em Três Moinhos e Esplanada. Segundo ela, a Prefeitura considera, entre outros fatores, o risco que os imóveis representam para ruas e áreas próximas.
A Prefeitura também afirmou que a demolição de imóveis de famílias atingidas ocorre após o encaminhamento da situação habitacional, incluindo o acesso ao Compra Assistida, quando os critérios são atendidos.
Jardim Natal também teve imóveis condenados
O Jardim Natal está entre os bairros onde imóveis foram interditados e avaliados após os deslizamentos e alagamentos provocados pelas chuvas.
Um caso ganhou repercussão em março, quando uma família deixou o número de telefone escrito no portão de uma residência interditada para tentar manter contato com a Defesa Civil. Posteriormente, o órgão comunicou à família que o imóvel seria demolido.
Apesar disso, é importante diferenciar imóvel interditado de imóvel com demolição já executada ou oficialmente programada. A própria Prefeitura informou que as providências são determinadas a partir de avaliações técnicas individuais.
Outros bairros ainda passam por projetos e avaliações
A reconstrução provocada pela tragédia não se limita às demolições de casas. Diversos bairros receberam ou aguardam projetos de recuperação de encostas, vias e infraestrutura.
Entre as áreas mencionadas pela Prefeitura e por órgãos públicos estão:
- Bom Clima
- Cerâmica
- Curva da Miséria
- Eldorado
- Esplanada
- Gentil Forn
- Jardim Natal
- Nossa Senhora de Lourdes
- Olavo Costa
- Parque Burnier
- Santa Rita
- Três Moinhos
- Morro do Cristo
Os projetos não significam, necessariamente, que todos esses locais terão casas demolidas. Em alguns casos, a intervenção prevista é de contenção de encostas, recuperação de vias, drenagem ou outras obras de infraestrutura.
Morro do Cristo terá obra de contenção
Um dos maiores projetos previstos é o do Morro do Cristo, onde foi estimado investimento de R$ 85 milhões para obras de contenção de encostas.
A intervenção é diferente das demolições de imóveis: neste caso, o objetivo é estabilizar a área e reduzir o risco de novos movimentos de terra.
A cidade recebeu ainda R$ 28 milhões destinados à demolição de imóveis em áreas de risco, além de recursos para reconstrução de vias e outras intervenções.
Afinal, quais áreas já tiveram demolições?
Com base nas informações públicas disponíveis até 7 de outubro de 2026, é possível dividir o cenário da seguinte forma:
Demolições já realizadas ou iniciadas
- São Bernardo: 22 imóveis na Rua Maranhão;
- Monte Castelo: demolições já realizadas;
- Cruzeiro do Sul: demolições já realizadas;
- Dom Bosco: 16 imóveis na Rua Kátia Falconi em processo de demolição desde 6 de outubro.
Áreas com grande número de demolições previstas
- Três Moinhos: uma das maiores concentrações previstas;
- Esplanada: cerca de 90 imóveis na estimativa divulgada;
- Outras regiões: imóveis individualmente condenados pela Defesa Civil também podem ser incluídos no processo.
A estimativa geral apresentada pela Prefeitura é de aproximadamente 450 imóveis em diferentes pontos da cidade. (Rádio Itatiaia)
Por que algumas casas são demolidas e outras não?
A existência de danos provocados pela chuva, por si só, não significa que uma residência será demolida. A definição depende das vistorias e avaliações técnicas da Defesa Civil.
De acordo com o Município, a prioridade é retirar construções que apresentem risco físico e evitar que imóveis sem condições de habitabilidade sejam novamente ocupados. A Prefeitura também considera a situação social das famílias antes da execução das demolições. (Rádio Itatiaia)
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