Ex-funcionários das Casas Bahia em Juiz de Fora ainda não teriam recebido valores referentes às verbas rescisórias após uma série de demissões realizadas em unidades da empresa na cidade. Segundo relatos obtidos pelo JF Diário, trabalhadores desligados nos dias 14 e 15 de agosto teriam sido informados de que o acerto seria realizado dentro do prazo de dez dias, mas, até esta sexta-feira (4), parte dos valores ainda não teria sido paga.
Um dos trabalhadores, que pediu para não ser identificado, afirma ter trabalhado por 14 anos em uma das unidades das Casas Bahia em Juiz de Fora. Segundo ele, a demissão ocorreu de maneira inesperada durante uma reunião convocada pelo gerente da loja.
De acordo com o relato, aproximadamente 30 trabalhadores teriam sido desligados de diferentes unidades e operações da empresa em Juiz de Fora, incluindo Casas Bahia e Ponto Frio, além de funcionários de outras lojas.
A fonte afirma que inicialmente estava entre os funcionários que permaneceriam na empresa, mas decidiu pelo desligamento diante da possibilidade de fechamento de unidades e das incertezas em relação ao futuro da companhia.
“Eu preferi realmente sair, sabendo que a Casas Bahia ia pagar todos os nossos direitos, multa rescisória”, relata.
Segundo o ex-funcionário, após a demissão os trabalhadores receberam documentos referentes ao desligamento e foram informados de que o pagamento das verbas rescisórias ocorreria em até dez dias.
O prazo, segundo ele, teria se encerrado sem que os valores fossem integralmente depositados.
Entre os pagamentos aguardados estariam férias, valores referentes aos dias trabalhados, comissões e a multa rescisória do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
“Não recebemos absolutamente um centavo, nem multa rescisória, nem férias, nem dias trabalhados”, afirma a fonte.
O trabalhador também relata que o FGTS aparecia como pendente de processamento desde o dia 25 de agosto.
Além das verbas rescisórias, o ex-funcionário afirma que ainda aguarda valores relacionados às vendas realizadas antes do desligamento.
Segundo ele, a unidade trabalhava com metas mensais que poderiam chegar a aproximadamente R$ 200 mil em vendas. Parte da remuneração que era composta por comissões e os valores relacionados às vendas realizadas antes da demissão ainda não teriam sido pagos.
O trabalhador também afirma que estava com férias programadas e que esperava receber valores relativos ao período, além das respectivas verbas decorrentes do desligamento.
Outro ponto mencionado pelo ex-funcionário diz respeito a uma decisão da Justiça do Trabalho que, segundo ele, teria determinado o retorno dos trabalhadores demitidos.
De acordo com o relato, a determinação teria ocorrido em âmbito nacional poucos dias após as demissões. O trabalhador, entretanto, afirma que a empresa não teria realizado a reintegração.
Segundo ele, os registros trabalhistas dos funcionários continuariam indicando as demissões ocorridas nos dias 14 e 15 de agosto.
O entrevistado afirma ainda manter contato com outros ex-funcionários desligados de unidades das Casas Bahia e de outras operações do grupo em Juiz de Fora.
Segundo ele, a situação estaria afetando trabalhadores que dependem dos valores da rescisão para arcar com despesas do início do mês.
“Contas de água, luz, telefone, contas que estão chegando agora nesse início de mês e não recebemos absolutamente um centavo”, desabafa a fonte.
A matéria será atualizada caso a assessoria da empresa encaminhe posicionamento sobre o caso.
Apurado com Nathan Marcelino.