Funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil iniciam uma greve por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10). As paralisações ocorrem em meio às negociações dos acordos trabalhistas da categoria e têm abrangências diferentes em cada instituição.
Na Caixa Econômica Federal, a paralisação ocorre em âmbito nacional. A decisão foi tomada pelos trabalhadores após a rejeição da proposta apresentada para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Em São Paulo, Osasco e região, a greve havia sido aprovada em assembleia realizada em agosto.
Já no Banco do Brasil, o movimento é restrito às bases sindicais que não aprovaram a proposta negociada para a categoria. Entre as regiões que aderiram à paralisação estão Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis.
A nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários foi formalizada nesta quarta-feira (9), em São Paulo, entre a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e as entidades representantes dos trabalhadores. Apesar da aprovação em parte das bases, outras 60 entidades sindicais rejeitaram o acordo.
O texto estabelece a reposição da inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescida de ganho real de 0,6% para os próximos dois anos. O reajuste também alcança benefícios e outros valores recebidos pelos trabalhadores, incluindo vale-alimentação, vale-refeição, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e auxílios.
Entre as novidades previstas na convenção estão medidas voltadas à saúde mental e à prevenção e combate ao assédio no ambiente profissional. O acordo também estabelece regras sobre o direito à desconexão após o expediente e prevê maior transparência e limites para o acompanhamento digital das atividades dos funcionários.
A CCT ainda contempla a criação de um programa de capacitação e recolocação profissional. Para trabalhadores de bancos privados dispensados em razão do encerramento de agências, estão previstas mudanças nas regras de indenização.
Em manifestação sobre a paralisação, o Banco do Brasil informou que participa das negociações conduzidas pela Fenaban, que tratam de temas comuns aos funcionários do setor, como os índices de reajuste. Paralelamente, a instituição mantém negociações específicas com os representantes dos empregados do próprio banco.
Segundo o BB, diversas reuniões foram realizadas ao longo das negociações referentes à data-base de 2026. O processo resultou em uma proposta que foi submetida às entidades sindicais e aprovada em assembleias realizadas por trabalhadores de diferentes regiões do país.