Ação é voltada para pais, responsáveis e educadores de crianças e adolescentes
O Procon de Juiz de Fora promove nesta quinta-feira, 15, às 14h30, no Parque da Lajinha, uma ação para pais e responsáveis para discutir sobre o uso de plataformas e jogos digitais para crianças e adolescentes. De acordo com a autarquia, a atividade contará com a participação da equipe do Escola do Consumidor, iniciativa que promove aulas sobre educação financeira e cidadania.
A ação é aberta ao público e terá atividades interativas e de conscientização sobre os riscos da exposição excessiva de telas para crianças e adolescentes. Também será disponibilizado materiais interativos e pedagógicos para a interação e conscientização dos jovens com o uso das telas.
Os riscos do uso de telas para o desenvolvimento infantojuvenil
O uso cada vez mais precoce de telas e plataformas digitais pode acarretar em dificuldades para o desenvolvimento de mecanismos sociais para o público infantojuvenil, como a empatia, autocontrole, criatividade e linguagem. O tempo de tela coloca o jovem, que está em período de desenvolvimento de suas habilidades de inter-relação, preso em bolhas e nichos virtuais, o que prejudica a interação cotidiana.
Outro fator preocupante é o acúmulo de estímulos de dopamina – neurotransmissor que controla o desejo e a motivação que promove o bem-estar –, de forma imediata, condicionando o cérebro a não procurar este estímulo em atividades como leitura e atividades manuais. Esse alcance desregulado pode mexer com fatores emocionais, como estresse e ansiedade, além da dependência desses estímulos.
Proteção garantida por lei
O artigo 4 da Lei 15.211/2025, conhecida como ECA Digital, garante, por lei, que o uso de tecnologias e de plataformas digitais por crianças e adolescentes, deve protegê-la de forma integral contra quaisquer tipos de abusos e assegurar o desenvolvimento mental e cidadão da criança e do adolescente.
A Lei é uma extensão ao Estatuto da Criança e Adolescente, o ECA, que garante todos os direitos fundamentais à pessoa humana para o público infantojuvenil. O novo estatuto atualizou as condições de bem-estar social e desenvolvimento psicopedagógico de crianças e adolescentes para o espaço virtual.