Marcelo de Oliveira Rocha participava de uma apresentação musical quando se afastou dos amigos e foi encontrado inconsciente; polícia investiga as circunstâncias do caso
Por Redação JF Diário
O engenheiro ambiental e mestrando Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, teve a morte encefálica confirmada pela família neste domingo (25), após ser vítima de uma agressão em Santos, no litoral de São Paulo. Ele participava de uma apresentação musical em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quando foi encontrado desacordado nas proximidades do evento.
Segundo informações divulgadas pelo g1, o caso ocorreu na madrugada de sábado (24), durante uma apresentação da Banda Esquerdantina. Em determinado momento, Marcelo se afastou dos amigos para ir ao banheiro, mas não voltou ao grupo.
Preocupados com a demora, os colegas iniciaram buscas e encontraram o engenheiro inconsciente no cruzamento da Avenida Conselheiro Nébias com a Rua Henrique Ablas. Ele apresentava sinais de agressão e precisou de atendimento médico de emergência.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, e Marcelo foi encaminhado à Santa Casa de Santos, onde permaneceu internado. Apesar dos esforços da equipe médica, a morte encefálica foi confirmada pela família no domingo.
Polícia investiga as circunstâncias do ataque
A Polícia Militar foi acionada para atender à ocorrência, mas, quando os agentes chegaram ao local, Marcelo já havia sido levado ao hospital.
Até a divulgação das informações que embasaram esta reportagem, não havia confirmação sobre a identidade dos responsáveis pela agressão nem sobre a motivação do ataque.
Embora o episódio tenha ocorrido durante um evento de apoio a Lula, não foram apresentados elementos conclusivos que permitam afirmar que a violência teve motivação política.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) foi procurada pelo g1, segundo o portal, mas ainda não havia respondido até a publicação da notícia.
Banda Esquerdantina cobra responsabilização
A Banda Esquerdantina, que realizava a apresentação musical, publicou uma nota de repúdio à violência e pediu a apuração do caso pelas autoridades.
O grupo cobrou a identificação dos responsáveis e a adoção das medidas legais cabíveis. A manifestação também destacou a preocupação com a disseminação de discursos de ódio e repudiou a homofobia, embora a motivação específica da agressão ainda não tenha sido esclarecida.
Em nota, a banda declarou solidariedade à vítima e aos familiares e defendeu a “rápida apuração e consequente punição aos responsáveis”.
O grupo também alertou para os riscos de normalizar discursos de ódio e práticas de intimidação política.
Caso ocorre no dia do segundo turno
A morte encefálica de Marcelo foi confirmada no domingo (25), data do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, disputado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Até o momento, porém, as informações divulgadas não permitem estabelecer uma relação entre a agressão e a disputa eleitoral. A investigação deverá esclarecer a dinâmica do ocorrido, identificar os responsáveis e apurar a possível motivação do ataque.
O JF Diário acompanha o caso e poderá atualizar esta reportagem conforme novas informações oficiais forem divulgadas.