O Cruzeiro foi campeão da Libertadores Feminina pela primeira vez. As Cabulosas, que conquistaram a vaga para a competição após o vice-campeonato no Brasileirão Feminino de 2025, venceram nos pênaltis o Corinthians, maior campeão da competição, em uma reação histórica no tempo normal.
O duelo, disputado em Quito, no Equador, começou com domínio das corinthianas. Gabi Zanotti abriu o placar logo aos 3 minutos, cabeceando no canto de Camila. O primeiro se arrastou com controle corinthiano, e aos 41 minutos, Zanotti fez o segundo dela na partida após falha cruzeirense na saída de bola.
O segundo tempo seguiu com o Corinthians dominando o jogo. Com a defesa cruzeirense espaçada, Vic Albuquerque finalizou no canto da goleira do Cabuloso e fez o terceiro. Mas o que parecia definido para as corinthianas virou completamente. Byanca Brasil aproveitou a falha da goleira Lelê, e aos 6 minutos da segunda etapa, descontou para a equipe mineira.
A reação cruzeirense seguiu. A camisa número 20, Marília, foi derrubada pela Lelê dentro da área. Pênalti batido com perfeição no ângulo pela Vitória Calhau para colocar as cruzeirenses de vez no jogo. O balde de água fria veio logo em seguida: A artilheira e ídola corinthiana, Vic Albuquerque, acertou um chute de primeira no canto da Camila para fazer o quarto corinthiano aos 22 do segundo tempo.
O duelo, que parecia definido, ganhou contornos de drama após Byanca Brasil cruzar o escanteio na cabeça de Ketlin aos 29 da segunda etapa: 4 x 3 e jogo indefinido. O jogo se arrastava para o final, mas nos acréscimos, Letícia acertou um lindo peixinho para confirmar a reação histórica das cabulosas.
Com o empate, a disputa foi para os pênaltis. Na disputa inicial, Pri Back parou na goleira Letícia e Jaque Ribeiro isolou. Nos alternados, Bedoya isolou para o Cruzeiro, mas Robledo e Gi Fernandes perderam para as corinthianas
A derrota confirma o fim da hegemonia corinthiana nas principais competições do futebol feminino. A equipe, que já havia perdido o Brasileirão para o São Paulo no começo do mês, quebrou uma hegemonia histórica na modalidade: desde 2016, as corinthianas venciam ao menos uma das duas competições na temporada. Com o título, o Cruzeiro garante vaga na Libertadores do ano que vem, no Mundial de Clubes Feminino de 2028 e na Copa dos Campeões Feminina de 2027.