Pela primeira vez desde 2020, a final da Libertadores não terá nenhum representante da cidade do Rio de Janeiro. O feito é a maior sequência da história da competição, mas foi quebrada com as eliminações da dupla Fla-Flu nas semifinais para Estudiantes e Palmeiras. Além da dupla, o Vasco também foi eliminado dentro de casa para o Boca Júniors, completando a semana traumatizante das equipes cariocas. O giro esportivo conta detalhes dos jogos do meio de semana da Libertadores e Copa Sul-Americana.
Vasco em noite de trauma
A semana foi traumatizante para os vascaínos. Na terça-feira, o clube da Cruz de Malta recebeu em casa o Boca Júniors, após vencer a equipe argentina na La Bombonera por 1 x 0. Depois de muitas polêmicas envolvendo a equipe vascaína e o consórcio Fla-Flu do Maracanã, o Vasco conseguiu levar o jogo para o estádio com um público presente de 66 mil pessoas.
Em campo, a equipe vascaína sofreu o primeiro baque logo cedo. Em jogada de escanteio batida por Lautaro Blanco, Di Lollo abriu o placar para os argentinos. Ainda no primeiro tempo, Merentiel saiu cara a cara com o goleiro Léo Jardim – que ainda será peça-chave deste jogo – e virou o placar agregado para os argentinos.
O silêncio e a apreensão no Maracanã seguiu até os 20 minutos da segunda etapa, quando Cuiabano cruzou rasteiro para a área; a bola rebateu na defesa e sobrou para Pumita Rodríguez, que não perdoou. Empate vascaíno e catarse no estádio Mário Filho. A esperança virou um silêncio taciturno quando Paredes, ex-PSG e seleção argentina, experimentou de longe e bateu o goleiro Léo Jardim, que se atrapalhou com a trajetória da bola e aceitou. A derrota eliminou o Vasco na semifinal da Sul-Americana e interrompeu o sonho cruzmaltino de voltar a ser campeão continental 26 anos depois.
Flu é valente, mas esbarra em Palmeiras de Abel
É justo falar que o Tricolor foi melhor nos 180 minutos do confronto contra o Palmeiras, mas a equipe do português Abel Ferreira sabe o caminho de como vencer sem convencer. Após perder por 2 a 1 no Maracanã lotado, o Flu foi a São Paulo com uma missão ingrata: vencer a melhor defesa do ano no futebol brasileiro.
O jogo foi chato. Poucas chances foram criadas dos dois lados e a partida ia se arrastando. Mas, em um sopro de inspiração, aos 36 da segunda etapa, o garoto Wesley Natã fez excelente jogada para achar o pé de Hércules. O meia do Flu precisou apenas de um trabalho para vencer Carlos Miguel. Com a vitória por 1 a 0, a decisão foi para os pênaltis e, em um duelo de cobranças bem executadas, melhor para o Palmeiras, que acertou as 5 batidas e garantiu a classificação após Nonato perder para o Tricolor. É a quarta final em sete edições de Libertadores da equipe de Abel Ferreira.
Mengo foi segurado por Muslera
No Maracanã lotado, o Fla duelou com o Estudiantes de La Plata pela segunda vaga para a final da Libertadores. Após empatar na Argentina, o rubro-negro precisava de uma vitória simples contra os platenses para chegar à final. O problema é que o Mengo não conseguiu furar o bloqueio argentino em nenhum momento do duelo de mata-mata. Com pouquíssima inspiração, o Flamengo foi vendo o tempo passar, e os argentinos ficando confortáveis no confronto. Logo aos 4 minutos, Baltasar Rodrigues foi expulso com o segundo cartão amarelo após puxar Samuel Lino. A expulsão, que deveria colocar o Flamengo em cima da equipe visitante, resultou em uma posse de bola nula e poucas chances de maior perigo. O Estudiantes segurou o 0 x 0 até o fim e levou para os pênaltis.
Na disputa, apesar de um show de horrores do atacante Cetré, que bateu um pênalti com dois toques, repetiu a cobrança e isolou, os Pincharratas – como é conhecida a equipe de La Plata –, converteram três cobranças, enquanto os craques Lucas Paquetá, Jorginho e Bruno Henrique pararam nas mãos de Muslera, herói improvável que foi muito criticado após a pífia participação na Copa do Mundo deste ano pela seleção uruguaia. O Estudiantes quebra a sequência de finais brasileiras e volta à final da Libertadores após 17 anos.
Galo toma sustinho, mas vai para a final da Sul-Americana
Em um Estádio Centenário vazio, o Galo enfrentou o Montevideo City Torque depois de vencer os uruguaios por 3 a 0, em Belo Horizonte. O confronto foi tranquilo até a reta final do jogo; o Atlético apenas cozinhava o jogo e deixava o relógio passar, mas levou um susto na reta final. Aos 43 minutos da segunda etapa, Kevin Silva desviou para o gol após confusão dentro da área, e, nos acréscimos, Kagelmacher subiu mais alto que a defesa atleticana e fez o segundo em jogada de escanteio. Apesar do susto, o Atlético não sofreu até o apito final, e garantiu a vaga para enfrentar o Boca Júniors na final da Sul-Americana.
É a terceira decisão consecutiva da equipe mineira em competições continentais, nas duas anteriores, o Atlético perdeu o título para Botafogo e Lanús.