Licenciado desde 2024, clube alega falta de apoio municipal e empresarial
Fora dos gramados desde 2024, quando foi eliminado na semifinal do Campeonato Mineiro da Segunda Divisão contra o Uberaba, o Tupynambás vive em crise institucional. O clube alega falta de repasse por parte da Prefeitura da Lei Municipal de Patrocínio ao Futebol de fevereiro de 2012, e por essa razão, não disputou nenhuma competição profissional em 2025 e 2026. À época, a diretoria do Baeta afirmou ter todas as documentações em dia, mas por conta de uma dívida de 2014, que segundo o clube já estava prescrita, não conseguiu os recursos necessários para disputar as competições profissionais da FMF.
O Leão do Poço Rico tenta administrar o caixa financeiro para evitar novas dívidas. O Leão vendeu em 2022 80% da área do clube e comprou uma área na BR-040, perto do bairro Paula Lima, para a construção do novo CT do clube. À época, o presidente do clube, Cláudio Dias, afirmou que o espaço do clube não possuía condições necessárias para a prática esportiva e recreativa, o que acarretou a venda para as dívidas do clube. Atualmente, as obras do Centro de Treinamento do Leão do Poço Rico seguem paradas, e de acordo com a diretoria, dependem de uma liberação por parte do poder municipal para dar prosseguimento ao trabalho.
Em contato exclusivo com o JF Diário, o presidente do clube, Cláudio Dias informou que o Tupynambás voltará as disputas profissionais caso consiga apoio por parte dos órgãos municipais e do ramo empresarial “Se houver recurso disponível, apoio da Prefeitura e de empresas locais iremos disputar, caso contrário não”, afirma. Em 2026, o clube nem sequer cogitou a volta aos gramados, e com a desistência do rival Tupi, Juiz de Fora não teve nenhum representante em competições profissionais após 50 anos
O presidente alegou que o alvirrubro segue com as finanças em dia, mas não quer colocar os cofres em risco: “O Tupynambás está com suas contas em dia, e tem todas as certidões regularizadas, mas precisa de apoio para poder representar nossa cidade”, comenta. As certidões tratadas pelo presidente, de acordo com o mesmo, se referem à regularização municipal, estadual, federal, trabalhista e do FGTS.
Segundo Dias, o clube possui pendências por parte da Prefeitura a serem recebidas desde 2020, e participar de uma competição profissional sem o apoio necessário é “se aventurar de forma amadora”.
O portal JF Diário segue à disposição para caso a Prefeitura de Juiz de Fora deseje se manifestar.