Proposta é uma resposta após casos recentes na cidade
A Prefeitura de Juiz de Fora, em parceria com outros órgãos e autarquias municipais, está preparando uma conduta para a realização de protocolos em casos de atitudes racistas em práticas esportivas na cidade. A ação é encabeçada pela Secretaria Especial da Igualdade Racial, em parceria com as Secretarias de Educação, Esporte e Lazer, a Universidade Federal de Juiz de Fora e o Grupo de Estudos Afro Pedagógicos.
Resposta a casos recentes
De acordo com a Prefeitura, a proposta integra as ações do grupo de estudos “Esporte e Questões Étnico-Raciais”, que reúne profissionais de Educação Física, estudantes, pesquisadores, atletas, gestores públicos e integrantes de movimentos sociais.
A ação é motivada por recentes casos em jogos realizados na cidade. No último sábado, em uma partida de atletas de até 15 anos, um jovem teria sido vítima de gritos racistas vindos da arquibancada. O caso mais lembrado aconteceu em outubro do ano passado, em um jogo entre JF Vôlei e Montes Claros, em que o técnico da equipe visitante sofreu ofensas racistas vindas da arquibancada.
Modelo inspirado pela FIFA
Ainda de acordo com a PJF, o protocolo irá seguir como base documentos proferidos pela FIFA, entidade máxima do futebol mundial, e a lei estadual fluminense Vini Jr, que tornou obrigatória, no estado do Rio de Janeiro, a realização de campanhas educativas nos períodos antecedentes ou no intervalo de eventos esportivos e a interrupção da partida em caso de denúncia racista.
Movimento cresce no mundo dos esportes
Nos últimos anos, protocolos antirracistas em eventos esportivos vêm sendo protocolados em diferentes âmbitos e esferas. Durante a Copa do Mundo de 2026, realizada na América do Norte, a FIFA instaurou o protocolo Vini Jr., que orienta o árbitro a expulsar qualquer atleta que tape a boca para proferir qualquer tipo de insulto, racista ou não, contra o adversário. A regra foi criada após o argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, tapar a boca para chamar o atacante do Real Madrid de “mono” – macaco em espanhol – em um jogo da Liga dos Campeões da Europa.