Reitoria descarta retorno ao imóvel em médio ou longo prazo; proposta de transferência para o campus da Universidade é defendida pelo próprio Colégio. Cerca de mil estudantes são atendidos pela instituição.
O futuro do Colégio de Aplicação João XXIII, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), permanece indefinido após a interdição do prédio da instituição, localizado na Rua Visconde de Mauá, nº 300, em decorrência das fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora em fevereiro deste ano. Em reuniões realizadas na última quinta-feira (8) e na sexta-feira (9), a Reitoria informou que não há previsão de retorno ao imóvel e que alternativas para o funcionamento da escola ainda estão em análise.
Durante o encontro com docentes e técnicos administrativos do Colégio, na quinta-feira, a Universidade informou que, segundo laudo técnico, não há possibilidade de retorno ao prédio em médio ou longo prazo. As obras de contenção e reforma necessárias demandariam investimentos estimados em cerca de R$ 40 mil.
Diante desse cenário, a comunidade escolar busca alternativas para garantir a continuidade das atividades. Atualmente, o João XXIII atende aproximadamente mil estudantes, distribuídos entre os anos iniciais e finais do Ensino Fundamental, o Ensino Médio regular e a Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Colégio defende transferência para o campus da UFJF
Entre as alternativas discutidas está a possibilidade de transferir as atividades do Colégio para espaços ociosos no campus da UFJF. A proposta é defendida pelo próprio Colégio de Aplicação João XXIII e ainda depende de estudos de viabilidade para ser confirmada.
Caso a transferência seja considerada possível, os diferentes segmentos de ensino poderão ser distribuídos em mais de um prédio da Universidade. Essa possibilidade traz desafios para a organização pedagógica e administrativa da instituição.
Outra alternativa levantada durante as discussões é a construção de uma nova sede. A medida dependeria da obtenção de recursos junto ao Ministério da Educação (MEC) e, caso seja viabilizada, teria concretização apenas a longo prazo.
Comunidade escolar critica condições do espaço provisório
Durante a reunião com os servidores, também foram manifestadas insatisfações com as condições do imóvel alugado na Rua Espírito Santo, onde o Colégio funciona provisoriamente. O espaço também abriga o Pio XII.
Na noite de sexta-feira, a Reitoria realizou uma segunda reunião, desta vez com as famílias dos estudantes, no Cine-Theatro Central. O encontro teve como objetivo apresentar esclarecimentos sobre a situação da escola e ouvir as demandas dos responsáveis.
Assim como os servidores, as famílias relataram problemas relacionados às condições do espaço provisório e cobraram soluções para garantir o funcionamento adequado da instituição.
Comissões acompanham a situação
Duas comissões atuam no acompanhamento do caso. Uma delas é formada por docentes do próprio Colégio de Aplicação, enquanto a outra foi constituída no âmbito do Conselho Universitário da UFJF.
Os grupos trabalham no levantamento dos problemas enfrentados pela instituição e na interlocução com a Universidade e seus órgãos decisórios, buscando contribuir para a construção de possíveis soluções.
Apesar das reuniões e das alternativas discutidas, ainda não há definição sobre uma nova sede ou sobre a reorganização das atividades escolares. A comunidade do Colégio João XXIII aguarda uma solução para o funcionamento da instituição, enquanto permanece sem previsão de retorno ao prédio original.