Seleção tem bons momentos, mas ainda mostra fragilidades em amistoso
No segundo amistoso da sequência – desnecessária – de amistosos da seleção brasileira contra a Austrália, os comandados de Ancelotti mostraram um futebol decente. A equipe conseguiu minimamente apagar a péssima impressão deixada no amistoso de Queensland, na sexta-feira passada, e venceu os australianos em Brisbane por 4 a 2.
A seleção começou dominante. Em 20 bons primeiros minutos, em que a equipe de Ancelotti não deixou a Austrália jogar, Vanderson colocou o Brasil em vantagem no marcador. Entretanto, como se tornou rotineiro nos últimos jogos, o time apagou. Com o goleiro Otávio, do Cruzeiro, inseguro, os australianos viraram rapidamente, com gols de Circati e Metcalfe, mas, em pênalti achado, Raphinha empatou o jogo.
O segundo tempo começou menos animado. A Austrália ficou confortável no jogo e começou a equilibrar as ações. Logo após um entrevero de Endrick com o zagueiro Harry Souttar, que gerou uma confusão na beira do campo, a canarinho – que jogou de azul – encontrou uma boa jogada coletiva e fez o terceiro gol com Bruno Guimarães após boa troca entre Vini Júnior e Endrick. O próprio Vini deu números finais no jogo de pênalti. Uma boa vitória da seleção que serviu para testar novas peças.
Análise: Ancelotti acertou em mudanças, mas equipe ainda é insegura
A equipe entrou em campo com Raphinha como atacante centralizado e testes de Gabriel Bontempo no meio-campo, Mauro Júnior e Vanderson nas laterais, Otávio no gol e Jair Cunha, ex-Santos e Botafogo, na zaga. A equipe mostrou domínio, jogou bem em boa parte do jogo, mas segue insegura. O time de Ancelotti ainda oscila em momentos importantes e mostra ainda uma desorganização defensiva desde a chegada do técnico italiano.
A coordenação técnica prega paciência neste momento de transição, e sejamos juntos, a equipe mostrou sinais claros de evolução durante o jogo. Ainda assim, é inevitável não cobrar os principais nomes da seleção. Raphinha foi bem jogando na posição em que rende melhor no Barcelona, mas parece ser impossível assistir a um jogo da seleção em que a dupla com Vinícius funcione. Os dois parecem eternos rivais. Um Barcelona e Real Madrid que não acaba. Eles não se entendem em campo.
No mais, um teste interessante. Bontempo e Vanderson fizeram um bom jogo e Bruno Guimarães adiantado também funcionou. A seleção volta à campo contra a Índia no sábado, às 11 da manhã, em Calcutá. Até a cidade de Madre Teresa recebe a seleção em amistosos e a CBF não coloca um joguinho sequer no Maracanã. Que tenhamos um ciclo menos caótico para a Copa de 2030.