De acordo com com o Ministério Público, a ocupação quase triplicou em sete anos
Na última terça-feira, 25, o Ministério Público, em parceria com a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) e a Associação Regional de Proteção Ambiental (Arpa), convocou uma coletiva de imprensa para alertar sobre a ocupação irregular de locais no entorno da represa de Chapéu D´Uvas, zona rural de Juiz de Fora.
De acordo com o MP, a área tinha ocupação de 8% do trecho até 2019, e esse número chegou a 21% em 2026. A especulação imobiliária preocupa o órgão. De acordo com o Ministério Público, desde 2022, foram emitidos 298 processos para tentar conter a especulação no local.
Segundo o promotor e representante do Ministério Público de Minas Gerais na Comarca de Santos Dumont, Roger Aguiar, a área em Chapéu D´Uvas representa de 40 a 50% da distribuição de água em Juiz de Fora. Outro fator que preocupa o MP é o loteamento sem registro. Segundo o órgão, apenas duas ocupações no local foram levadas a registros, e ambas possuem irregularidades.
Uma operação será realizada entre os órgãos municipais e governamentais para evitar o esgotamento da represa. Caso ocorra, será necessário furar poços para a distribuição de água na cidade.